Olá.
Hoje eu quero falar de um assunto delicado: acessibilidade. Acabo de ler o blog do jornalista Jairo Marques, da Folha de São Paulo, que vai mostrar o cotidiano das pessoas portadoras de necessidades especiais. Se eu pudesse, pediria aos nossos governantes - prefeitos, governadores, vereadores, deputados e até ao Presidente - que pegassem um carrinho de bebê e fossem andar pelas ruas. Essa atividade aparentemente banal e simples para quem lê permite mensurar a grande dificuldade de locomoção que enfrenta um portador de deficiência física. Calçadas esburacadas, desprovidas de rampas - principalmente junto das faixas de pedestres - e estabelecimentos comerciais e de lazer cheios de escadas e sem ao menos uma rampa para acesso. É um absurdo!!!
Lembro-me que no começo do ano fui com meus três pimpolhos a um parque zoológico em Campinas. Que imensa dificuldade!! Me dirigi a uma área dotada de bancos para dar mamadeira para os gêmeos e foi uma tortura: um piso de paralelepipedo que foi simplesmente uma prova de força e de manobras para uma magrinha como eu empurrando um carrinho com dois bebês de 8 quilos! Andar cerca de 10 metros do calçamento de asfalto até o banco mais próximo demorou uns 5 minutos - e minha irmã teve que me ajudar muito, pois as rodas do carrinho caiam nos vãos entre as pedras e só saiam com muita ajuda!! Terminado o lanche (ufa!), após o transtorno para voltar para o piso de asfalto, lá fomos nós levar os pequenos ao aquário existente no mesmo parque. Surpresa: só degraus para entrar mas... quando o porteiro me viu correu para dentro do prédio e pegou uma rampa de madeira, que ele posicionou em um local estratégico e me permitiu entrar com certa facilidade, apesar de eu ter precisado entrar pela saída porque pela entrada, com tantos degraus, não ia dar mesmo para passar.
Quero aqui parabenizar os portadores de necessidades especiais pela imensa coragem, paciência e força de vontade que têem, e torço para que, um dia, as cidades tenham plenas condições de acessibilidade.
Quero aproveitar também para dar um recado para os frequentadores de shoppings: os elevadores deveriam destinar-se exclusivamente ao transporte de pessoas impossibilitadas de utilizar as escadas rolantes - caso dos portadores de deficiências, carrinhos de bebês ou carrinhos de compras. Várias vezes vivenciei o absurdo de ver pessoas ignorantes e plenamente capacitadas a utilizar as escadas rolantes - que não exigem esforço nenhum para quem tem o corpo perfeito - tomar o lugar de quem não podia mudar de andar de outra forma. O mínimo que se deve fazer é sair do elevador e dar preferência a quem realmente precisa!
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