quarta-feira, 14 de maio de 2008

Manual do NÃO para mães novatas

  • Não tenha medo de nada. Cada mãe deve ter uma equipe de uns 20 anjos ao lado dela durante as primeiras semanas de vida dos filhos, porque muitas vezes a idéia sobre o que fazer, o jeito de resolver as coisas e a força de que se precisa vêm sabe-se lá de onde...
  • Não fique paranóica achando que antes de o bebê nascer você precisa saber de tudo o que vai acontecer e o que terá que fazer. Na hora do aperto você nem vai se lembrar do que disseram naquele curso de gestante que você fez um mês antes do parto.
  • Não se iluda: depois do nascimento o seu tempo não vai mais ser seu, a menos que você tenha uma babá 24 horas por dia ao seu lado para ajudá-la em tudo. Muitas mães reclamam que mal têm tempo para tomar banho ou para se cuidar. É assim mesmo no começo mas...
  • Não se desespere: com o tempo você e o bebê entram numa rotina e se acostumam um com o outro, aí tudo vai começar a se normalizar.
  • Não durma muito durante a gravidez - como costumam dizer - para compensar a falta de sono que você terá após o nascimento. Na minha opinião o ideal seria você começar a acordar durante a madrugada em intervalos regulares (a cada 2 ou 3 horas) já durante a gestação para que seu organismo vá se acostumando com o sono interrompido. É muito brusco de um dia para o outro você não poder mais dormir a noite toda como costumava fazer; então se é fato consumado vá se acostumando com antecedência.
  • Não se ache uma bruxa se começar a sentir melancolia, esgotamento e tristeza após as primeiras semanas. A mudança de vida depois do parto é tão grande e a quantidade de hormônios no seu organismo fica tão alterada que é normal você ficar deprimida. Mas atenção: se isso começar a tirar sua vontade e disposição de seguir em frente procure ajuda médica. Vale homeopatia, terapia, florais, acupuntura, fitoterápicos e até um anti depressivo se nada daquilo ajudar. Se a mãe não estiver bem não conseguirá cuidar bem do bebê, que vai sentir o que está acontecendo e ficar ainda mais irritado e choroso, o que acabará se tornando uma bola de neve.
  • É ótimo o pai ajudar nos cuidados com o bebê, mas não se torne dependente disso a ponto de não conseguir se virar sozinha numa eventual necessidade. Quando meu primeiro filho nasceu eu nunca dei banho nele sozinha. Quando vieram os gêmeos as coisas estavam diferentes e desde o primeiro dia tive que fazer tudo sozinha, e eu nem imaginava como segurar a toalha e tirar o bebê da banheira ao mesmo tempo!! Posteriormente vou abordar esse assunto, com algumas dicas que podem ajudar bastante.
  • Não tenha medo, vergonha ou constrangimento de deixar o bebê com alguem durante algumas horas para você poder sair um pouco, ir ao cinema ou ao cabeleireiro para se distrair. Isso vai lhe fazer muito bem e seu filho sobreviverá - além de deixar a avó, tia ou madrinha super feliz de ficar um tempo com aquela coisa fofa só para ela! Faça-o, mesmo que seja somente durante um intervalo de mamadas. Você vai sentir que ainda está viva!
  • Não se esqueça de conversar muito com o seu filho, mesmo que você se sinta uma idiota achando que ele não está entendendo nada. Ele entende sim! Foi durante uma conversa à sós com meu primeiro filho quando ele tinha 4 dias de vida que expliquei para ele como mamar, e pode parecer doideira mas foi a partir daí que nos sintonizamos na hora das mamadas.
  • MUITO IMPORTANTE: quando nasce um bebê todo mundo acha que tem uma receita infalível para algum assunto relacionado a ele e começa a dar "pitaco". Não ouça tudo o que lhe dizem senão você vai ficar louca. Confie no seu instinto e nas orientações do pediatra, e lembre-se de que se conselho fosse bom seria vendido e não dado. Lembro-me de uma frase que o avô do meu marido disse uma vez: "Deus deu duas orelhas para muitas coisas que são ditas entrarem por uma e sairem direto pela outra"...

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