E lá fui eu para a maternidade, numa segunda-feira as 5:30 da manhã, um dia depois do aniversário do meu pai - que até hoje não se conforma por eles não terem nascido no dia do seu aniversário.
Confesso que não foi uma experiência da qual quero sempre me lembrar. Minha barriga tinha o tamanho daquelas bolas gigantes que antigamente a gente só encontrava no Playcenter, e na hora do parto tive que ficar deitada de costas, com os braços abertos como Cristo na cruz (pelo menos foi isso que pensei naquele instante) e com 5,2 quilos de nenê apertando meu estômago e me fazendo passar muito mal... Mas Catarina nasceu as 7:58 e Nuno as 7:59; depois disso todo o resto passou.
O Ricardo foi à noite conhecer os irmãos, ficou assustado com a palidez da mãe e logo quis pegar um dos irmãos no colo, mas naquele dia ele tinha descoberto o Metrô (nunca tinha andado) e só falava nisso. Pelo menos ficou tão ansioso para andar de novo de metrô que acho que isso amenizou um pouco a ausência da mãe.
Como aguentei até a trigésima nona semana, os gêmeos foram tratados como bebês de termo (gêmeos geralmente nascem prematuros), mas a Catarina nasceu com baixo peso e precisou ir para a UTI tomar soro devido a uma hipoglicemia (acho que foi isso). Foi uma loucura: eu recém operada correndo o dia inteiro pelos corredores do hospital porque acabava de amamentar o Nuno e tinha que subir correndo para amamentar a Catarina na UTI...
Tive alta na quinta-feira, preocupadíssima porque o Nuno podia receber alta também mas a Catarina ainda ia ter que ficar mais um dia. Por sorte o pediatra do hospital era uma pessoa muito "humana" e também não deu alta para o Nuno, senão eu não sei como ia ser ter que amamentar os dois estando um no hospital e o outro fora...
No final deu tudo certo e lá fomos todos para casa na sexta-feira. Sábado de manhã um susto: O Ricardo chorando muito, com muita tosse dizendo que a "garganta tinha fechado" e ele não conseguia comer nem respirar direito. Ficamos apavorados, temendo mais uma crise de bronquite, mas os médicos do Pronto Socorro disseram que ele não tinha nada - foi tudo emocional! No dia seguinte e no outro final de semana foi a mesma coisa: tivemos que correr com ele para o PS mas era tudo psicológico. E assim começou minha verdadeira batalha - física e emocional.
Por hoje chega. Beijos e até segunda-feira! (fim de semana não dá tempo para postar, só para dar atenção para os três...)
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